A Vigilância em Saúde de Buritizeiro, no Norte de Minas, confirmou um caso de febre amarela em um macaco, aumentando o alerta para a circulação do vírus na região. As autoridades sanitárias reforçam a importância da vacinação, considerada a principal forma de prevenção. A população também tem sido orientada a redobrar os cuidados. Conforme dados do Ministério da Saúde, desta semana, a cobertura vacinal no Norte de Minas está em 94%. Em Buritizeiro, a cobertura está acima de 100% – ocorre quando há vacinação de pessoas de outras cidades, além de atualizações nos registros populacionais. Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Maria da Piedade Pessoa Pereira, o primata foi encontrado morto na zona rural do município, a cerca de 7 km da área urbana, em 18 de abril. O corpo do animal foi levado para a Gerência Regional de Saúde para realização de exames. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, não há registro de casos confirmados de febre amarela em humanos em Minas em 2026. Ainda assim, o aparecimento da doença em primatas funciona como um sinal de alerta epidemiológico. Isso porque os macacos atuam como sentinelas naturais, indicando a presença do vírus no ambiente. Vale destacar que os animais não transmitem a febre amarela às pessoas.
Febre amarela
Segundo o Ministério da Saúde, a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas formas graves. A doença é causada por um vírus transmitido por mosquitos e possui dois ciclos de transmissão (urbano e silvestre).
No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. No ciclo silvestre, os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes.
Ainda segundo o órgão, os sintomas iniciais da febre amarela incluem início súbito de febre, dores no corpo em geral, calafrios, náuseas e vômitos, dor de cabeça intensa, fadiga, dores nas costas e fraqueza.

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