Polícia Civil aponta série de erros e indicia médica por homicídio doloso após procedimento de minilipo em Montes Claros

A Polícia Civil apresentou na manhã desta quarta-feira, 5/fev, em coletiva de imprensa realizada em Montes Claros, os detalhes da investigação sobre a morte de uma mulher de 42 anos ocorrida em dezembro do ano passado, durante a realização de uma minilipo. Segundo a Polícia Civil, a paciente foi até a clínica sozinha, sem o acompanhamento de familiares, para realizar o procedimento estético, uma minilipo nos flancos. Durante a cirurgia, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória. O Samu foi acionado, mas a vítima não resistiu. A perícia apontou que a causa da morte foi choque hemorrágico provocado por laceração da artéria femoral. Segundo os laudos, a cânula utilizada no procedimento foi introduzida de forma inadequada e desproporcional, perfurando a artéria de trás para frente, o que causou uma hemorragia grave. A médica responsável pelo procedimento foi indiciada pelo crime de homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, quando não há a intenção direta de matar, mas o agente assume o risco de produzir o resultado. Se condenada, a pena pode variar de seis a 20 anos de prisão. Até o momento, ela responde ao processo em liberdade.

NOTA À IMPRENSA

A defesa da Dra. Isabella, tomou conhecimento do indiciamento feito pela autoridade policial que concluiu as investigações, nas quais a minha cliente restou indiciada por homicídio doloso (Dolo Eventual). A defesa discorda de forma veemente desse indiciamento, porque o caso não é de Dolo Eventual! A defesa vai aguardar o posicionamento do Ministério Público para eque possa tomar as medidas jurídicas que entender pertinentes!

Warlem Freire Barbosa
Advogado

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