Três pessoas foram presas durante a Operação Kodama da Polícia Civil que investiga um esquema milionário de exploração ilegal de carvão vegetal e lavagem de dinheiro, nesta semana. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, no Distrito Federal e em Sergipe. As ordens judiciais foram cumpridas em Belo Horizonte, Três Marias, Elói Mendes, Águas Vermelhas e em outros sete municípios do Norte de Minas: Várzea da Palma, Taiobeiras, Coração de Jesus, Francisco Sá, Indaiabira, Ubaí e Rio Pardo de Minas. A polícia também solicitou o bloqueio judicial de até R$ 112 milhões em bens e valores ligados aos investigados. A Polícia Civil informou que os alvos são investigados por usar documentos ambientais falsos para inserir carvão de origem ilegal no mercado. A suspeita é de que toneladas do produto, retirados de mata nativa explorada irregularmente, estavam sendo comercializadas como regulares. Mais de 85 pessoas e empresas foram identificadas em movimentações financeiras que ultrapassam R$ 55 milhões. As investigações apontam que uma das empresas chegou a movimentar 11 vezes o próprio faturamento em apenas três meses.
Apreensões
A operação resultou na apreensão dos seguintes materiais:
- arma
- droga
- uma motocicleta com chassi suprimido
- munições de diversos calibres
- mais de R$ 30 mil
- moedas estrangeiras (iene, yuan, dólar)
- cheques
- registros de imóveis
- celulares
- tablets
- computadores e diversos documentos pertinentes à investigação em andamento.
Ainda segundo a PCMG, em um dos endereços alvo da ação, na cidade de Taiobeiras, os policiais encontraram R$ 27.650 em espécie. “Já em Brasília, foi apreendido R$ 5.500 além de moedas estrangeiras, sendo 1330 yuan (moeda chinesa), 50.000 yens (moeda japonesa), 269 dólares americanos. No mesmo local os policiais localizaram dois notebooks, um celular, um microcomputador, um tablet, documentos diversos e hard wallets”, informou a PCMG.

