Mulher jogada de penhasco em BH já havia pedido socorro à polícia anteriormente

A diarista Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, encontrada viva depois de ser jogada em um penhasco na serra do Rola-Moça, na região metropolitana de Belo Horizonte, já havia recorrido às autoridades para tentar se proteger do ex-companheiro. Dias antes de desaparecer, a mulher registrou boletim de ocorrência para relatar uma rotina de perseguições e ameaças que vinha sofrendo desde o fim do relacionamento de 12 anos com o suspeito, de 52 anos. O pedido de socorro formalizado por Ana Cláudia ocorreu na noite de 20 de maio, quando ela procurou a polícia para pedir socorro, e solicitou, com urgência, uma medida protetiva. No relato, ela explicou que o homem não aceitava a separação, ocorrida em fevereiro deste ano, e passou a persegui-la em seus locais de trabalho. Entre os episódios narrados, o suspeito chegou a ir ao bairro Mangabeiras para tentar entrar na casa de um dos patrões da vítima e foi flagrado por câmeras de segurança rondando outro imóvel no bairro Castelo. A situação se agravou no dia em que a vítima decidiu buscar ajuda policial. Após devolver a filha do casal, de 9 anos, na casa da avó, o homem iniciou uma discussão e, em seguida, ligou para o celular da criança para ameaçar a ex-companheira. “Cê vai me pagar, cê desgraçou com minha vida”, disse ele, conforme o registro oficial. O histórico do suspeito já incluía outra ocorrência de violência doméstica contra Ana Cláudia, registrada no ano de 2020. O suspeito foi localizado pelas forças de segurança no município de Várzea da Palma, no Norte de Minas.

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