Montes Claros registrou 284 novos postos de trabalho em fevereiro deste ano, o que representa um aumento de 29,1% em relação a janeiro. Os dados constam no Boletim Informativo do Mercado de Trabalho de Montes Claros, elaborado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração da Unimontes. As admissões e os desligamentos também cresceram em relação a janeiro, com índices de 9,1% e 8,1%, respectivamente. A categoria “Atividades de teleatendimento” foi a que mais movimentou o mercado de trabalho local: foram 1.030 admissões, sendo 280 homens e 750 mulheres e 926 desligamentos- sendo 309 homens e 617 mulheres. A atividade teve saldo positivo de 104 postos de trabalho. Os “Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo” ocuparam a segunda colocação com 177 admissões e 147 desligamento. Já o terceiro lugar foi ocupado pela atividade “Serviços de Engenharia” com 152 admissões, enquanto o “Comércio Varejista de Mercadorias em Geral – supermercados” ocupou a terceira posição em desligamentos (141).
Salário e escolaridade
Em relação ao salário médio pago nas admissões, foi pago o valor de R$ 1.950,88, enquanto, nos desligamentos, atingiu R$ 1.982,39.
“O salário médio pago aos homens admitidos foi 5,6% maior que o pago às mulheres admitidas. O movimento entre contratações e desligamentos gerou um aumento de R$ 364,6 mil na massa salarial dos trabalhadores formais do município, em razão do reajuste de 6,79% no salário mínimo em janeiro”, informou a Unimontes.
Segundo a pesquisa, em fevereiro a maioria das vagas foi preenchida por pessoas com ensino médio completo, que representaram 47,2% do saldo positivo de empregos. Em seguida, aparecem trabalhadores com ensino superior completo (38,3%) e pós-graduação (7,4%).
Segundo os dados, é comum que, no início do ano, haja mais contratações de pessoas com ensino superior. Isso acontece por causa do aumento de vagas nas áreas de educação e saúde.
Em relação aos salários, a maior parte das vagas ficou na faixa de até um salário mínimo, com 53,4% do total. Depois, aparecem os empregos com remuneração entre 1,5 e 2 salários mínimos, que representam 39,8%. Já as faixas acima de quatro salários mínimos não tiveram saldo positivo.
O perfil mais contratado foi o de jovens entre 18 e 24 anos com ensino médio completo. “Eles foram contratados principalmente por grandes empresas do setor de serviços, com remuneração entre 1,51 e dois salários mínimos. Já elas conseguiram emprego, sobretudo, em microempresas e grandes empresas do setor de serviços, com salários entre 0,51 e 1,5 salários mínimos”, informou.


