O Ministério Público de Minas Gerais denunciou, nesta segunda-feira, 16/mar, uma médica pela morte de uma paciente durante um procedimento estético realizado em Montes Claros. O caso ocorreu no dia 11 de dezembro de 2025 e foi classificado pelo órgão como homicídio com dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte, além de qualificação por motivo torpe. A denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça Criminal de Montes Claros. Segundo o Ministério Público, a vítima, Simone Martins Soares, que era esteticista, de 42 anos, natural de Porteirinha, no Norte de Minas, se submeteu a uma cirurgia conhecida como Mini Extração Lipídica Ambulatorial, popularmente chamada de “mini lipo”. Simone realizava o procedimento em uma clínica de estética localizada na Avenida José Corrêa Machado, no bairro Melo, quando passou mal e apresentou sinais de cianose, caracterizados pela coloração azulada da pele devido à baixa oxigenação no sangue. O Samu foi ao local e encontraram uma médica de 28 anos e um auxiliar realizando manobras de ressuscitação. Os socorristas assumiram o atendimento e realizaram cerca de 20 minutos de reanimação, com sete ciclos de ressuscitação, mas a morte foi confirmada ainda no início da noite. O boletim de ocorrência também apontou que não havia equipamentos adequados de monitorização na sala onde o procedimento estava sendo realizado.
O argumento da defesa
A defesa da médica afirma que o procedimento foi realizado em ambiente devidamente habilitado e equipado, em clínica regularmente constituída, e que a paciente havia passado por avaliação clínica e exames pré-operatórios, estando apta para a intervenção.
Segundo o advogado, durante o procedimento houve uma intercorrência clínica súbita, momento em que a médica teria adotado imediatamente as medidas de emergência, incluindo manobras de ressuscitação cardiopulmonar e acionamento do SAMU.
Simone Martins Soares era casada, morava no bairro de Lourdes, em Montes Claros, e foi sepultada em sua cidade natal, Porteirinha, no Norte de Minas. A Polícia Civil segue investigando o caso.


