Em 2008, a mamotomia, procedimento minimamente invasivo para diagnóstico de alterações na mama, passou a ser coberta pelos planos de saúde. Se à época representou um avanço na detecção da doença, quase duas décadas depois, a tecnologia segue sem incorporação ao SUS, o que faz com que pacientes da rede pública precisem recorrer a outros métodos, incluindo procedimentos cirúrgicos, apenas para obter um diagnóstico. O tema está em debate pela Sociedade Brasileira de Mastologia, que avalia a apresentação nos próximos meses de um estudo técnico à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), etapa inicial da análise para inclusão do procedimento na rede pública. Pela rede suplementar, a mamotomia, chamada de biópsia mamária assistida a vácuo, é autorizada para investigar lesões suspeitas identificadas em exames de imagem, como mamografia e ultrassom, em casos classificados como BI-RADS 4 ou 5. Essas categorias indicam alterações que exigem biópsia para confirmar ou descartar o diagnóstico de câncer. Considerada minimamente invasiva, a técnica permite a retirada de amostras de tecido por meio de uma pequena incisão e costuma ser realizada em cerca de uma hora.

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