A Justiça Eleitoral determinou o reprocessamento da totalização dos votos das eleições municipais de 2024 em Itacambira, no Norte de Minas, depois da decisão em recurso que aponta irregularidades na formação de chapa partidária. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, houve fraude no cumprimento da cota de gênero, com candidaturas femininas consideradas fictícias. A ação pede a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários do PDT (Partido Democrático Trabalhista), além da anulação dos votos obtidos pela legenda. Com a decisão, está prevista a cassação dos diplomas de candidatos eleitos e suplentes vinculados ao partido. Ao todo, três vereadores do município devem perder os mandatos. A medida também determina a retotalização dos votos, o que pode alterar a composição da Câmara Municipal de Itacambira. Um edital da 184ª Zona Eleitoral chegou a convocar os partidos para o procedimento no dia 24 de março mas, a cerimônia foi cancelada depois da inclusão de outro processo relacionado ao caso na pauta de julgamento marcada para o dia 27 de março. Esse novo julgamento envolve embargos de declaração que também podem resultar na cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), o município, o que exigirá uma nova retotalização dos votos.

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