O IPC-Moc (Índice de Preços ao Consumidor de Montes Claros) registrou alta de 0,30% em fevereiro, segundo pesquisa divulgada pela Unimontes esta semana. O resultado (0,30%) é menor que o observado em janeiro, quando o índice havia apresentado variação de 0,71%. Com esse valor, o acumulado da inflação em 2026 no município chega a 1,01%, de acordo com a pesquisa. Segundo a coordenadora geral do IPC-Moc, a professora Vânia Vilas Boas, o principal fator de pressão sobre os preços veio do grupo de alimentação. O aumento foi influenciado, principalmente, pela alta no valor de hortaliças e de alguns produtos básicos, impactados por questões climáticas e pela oferta no mercado. Por outro lado, houve queda em itens do grupo vestuário e estabilidade nos preços de transportes, fatores que ajudaram a conter uma alta maior do índice. De modo geral, o resultado indica uma inflação moderada no início de 2026, mas ainda sensível às oscilações nos preços dos alimentos em Montes Claros.
Confira, a seguir, as variações dos grupos divulgadas pela Unimontes, conforme levantamento da instituição.
Grupos
- Alimentação
O grupo Alimentação, que possui o maior peso (29.4700) na composição do orçamento doméstico, apresentou variação positiva de 0,75% e contribuiu com 0,22% para o resultado final do IPC-Moc.
As principais variações foram sal, 3,39%; macarrão, 3,22%; sopão, 2,52%; achocolatados, 1,67%; caldos, 1,67%; margarina, 1,14%; bolacha, 0,96%; manteiga, 0,79%; beterraba, 27,96; repolho, 20,51%; berinjela, 16,30%; maxixe, 15,30%; melão, 14,62%; brócolis, 12,34%; uva, 11,64%; pimentão, 11,60%; ovos, 11,90% e feijão, 5,70%; enquanto, entre as variações negativas, constaram todinho, – 2,731%; óleo de soja, -2,68%; mel de abelha, -2,53%; doce de frutas, -2,19%; água de coco, -2,11%; óleo de oliva, -2,04%; café, -1,82%; açúcar, -1,48%; arroz, -1,44% e carne bovina, -0,77%.
- Habitação
O grupo Habitação, com peso de 21.2500, apresentou variação positiva de 0,09% e contribuiu com 0,02% para o resultado final do índice. Aumentaram de preço pano de chão, 4,76%; sabão em barra, 0,93%; chuveiro, 4,68%; cadeado, 4,54%; tanque, 3,70%; janela, 3,70%; compensado, 2,22%; cerâmica/porcelanato, 2,16%; e cano CVC, 1,42%; contra alvejante, -5,44%; papel laminado, -3,23%; detergente, – 1,71%; desinfetante, -1,33%; e água sanitária, -1,10%.
- Artigos de Residência e Serviços Domésticos
O grupo Artigos de Residência e Serviços Domésticos, com peso de 5.2400, apresentou variação negativa de -0,20% e contribuiu com -0,01% para o resultado final do índice. As principais variações foram tablet, 9,23%; tanquinho, 2,68%; computador, 1,76%; e celular, 1,67%. Já entre os produtos que ficaram mais baratos estão espremedor de frutas, -12,74%; secadora de roupas, – 6,33%; aspirador de pó e ar condicionado, -6,05%.
- Saúde e Cuidados Pessoais
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais, com peso de 9.7400, apresentou variação positiva de 0,82% e contribuiu com 0,08% para o resultado final do índice. As principais variações positivas foram consultas médicas, 3,15%; antitérmico, 4,50%; e antidepressivo, 2,64%; contra digestivo, -3,69%; fortificante, -1,88%; e hipertensivo, -0,88%.
- Transportes e Comunicação
O grupo Transportes e Comunicação, com peso de 19.6200, apresentou variação positiva de 0,13% e contribuiu com 0,02% para o resultado final do índice. Enquanto o grupo Vestuário, com peso de 5.9800, apresentou variação negativa de -0,70% e contribuiu com -0,04% para o resultado final do índice.
- Educação e Despesas Pessoais
Já o grupo Educação e Despesas Pessoais, com peso de 8.7000, apresentou variação positiva de 0,14% e contribuiu com 0,01% para o resultado final do índice. As principais variações foram revistas, 11%; mochila, 2,92%; e brinquedos, 2,88%; contra cola, -5,01%; e régua, -0,65%.
Cesta Básica
Em relação aos preços dos gêneros básicos que integram a Cesta Básica, foi registrado um aumento de 2,08% em fevereiro, contra elevação de 0,15% em janeiro.
Ainda segundo a pesquisa, com um salário mínimo de R$ 1.621, o trabalhador montes-clarense destinou 35,58% de sua renda para a aquisição dos 13 produtos da Cesta Básica.
Dessa forma, o custo no período foi de R$ 576,69, superior ao observado em janeiro, quando a Ração Essencial Mínima atingiu R$ 564,95.


