Empate não mascara pior atuação do Cruzeiro no ano, e questão física é justificativa rasa

O Cruzeiro conquistou seu primeiro ponto no Campeonato Brasileiro na noite da última quarta-feira, 11/fev, no 2 a 2 contra o Mirassol. Entretanto, apesar do ponto somado fora de casa, a Raposa teve sua partida com pior desempenho em 2026. Diferente do que aconteceu nos últimos jogos, até mesmo na vexatória goleada sofrida para o Botafogo, o time comandado por Tite não apresentou boas triangulações ou associações, não demonstrou muitos padrões e contou com lapsos de criatividade de seus atletas para somar um ponto. Além, claro, da atuação de gala do goleiro Cássio, que fez nove defesas. Antes de falar do que aconteceu na partida, é importante citar números que provam que o 2 a 2 foi o pior jogo do Cruzeiro no ano. Contra o Mirassol, a Raposa teve sua partida com menor número de finalizações (9) e também o com mais chutes do adversário (20). Além disso, este foi o jogo que Cássio mais fez defesas, mais que o dobro de exigência que qualquer partida de 2026. O camisa 1 não era tão exigido desde 4 de dezembro de 2024, na partida entre Cruzeiro 1-2 Palmeiras, pela 37ª rodada do Brasileirão.

Espaços pelos lados

Seja pela parte física ou pela superioridade do trabalho de Rafael Guanaes, o Mirassol dominou o jogo desde o início. A equipe apostou na velocidade e nas jogadas pelos lados. Além disso, pressionava a saída de bola celeste, conseguindo por vezes roubar a bola no campo de ataque. Com três minutos de jogo, Cássio salvou o Cruzeiro. Igor Formiga cruzou, Alesson chutou para defesa do goleiro. Fogaça pegou a sobra à queima-roupa, mas o camisa 1 fez mais um milagre. O empate do Mirassol saiu em lance parecido, no qual os paulistas tiveram espaço para cabecear com Eduardo e finalizar com Fogaça. O segundo gol também contou com a conivência de uma defesa esburacada. Negueba aproveitou a liberdade em sobra de escanteio afastado e acertou um belo chute.

Cruzeiro esvaziado ofensivamente

Principal atacante do Cruzeiro, Kaio Jorge teve apenas 26 ações com a bola e quatro finalizações. Ainda assim, deixou seu gol, de pênalti. O primeiro gol do Cruzeiro até foi interessante. Matheus Pereira pressionou o adversário no campo de defesa, Christian roubou a bola e acionou Lucas Romero. O volante carregou e lançou Wanderson, que teve calma para fazer 1 a 0.

Mas durante o restante do jogo, a Raposa pouco apresentou. Não conseguiu triangular como nas outras partidas, e poucas vezes conseguia agredir o rival em jogadas verticais.

Justificativa de Tite

Depois do empate, o técnico Tite e o preparador físico Fábio Mahseredjian justificaram o desempenho pelo desgaste físico dos atletas.

– Por isso da vinda do Fábio, especialista da função de preparação física. O jogo foi acelerado, jogar contra o Mirassol aqui é difícil. Nós viemos de uma sequência, sem tempo de recuperação. Isso tira energia. Eu falei que faria as cinco alterações. O adversário ficou acelerando o jogo, faria o mesmo. Mesmo assim conseguimos a retomada, os atletas que entraram foram bem. Lamentar a saída do Kenji. Queríamos vencer, mas pelo menos conseguimos uma sequência, um tempo para desenvolver o trabalho – disse Tite.

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