A Agência Nacional de Energia Elétrica admite que as tarifas de energia elétrica no Brasil devem subir, em média, 8% em 2026. O percentual é praticamente o dobro da inflação estimada pelo mercado para este ano, que é de 4,1%. De acordo com o diretor-geral da agência, o principal vilão desse aumento são os encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético. Esse fundo, bancado por todos os consumidores, financia subsídios e políticas públicas do setor e tem crescido num ritmo muito superior à inflação. Dados da Aneel mostram que, de 2011 a 2026, a previsão é que os encargos setoriais cresçam 300%, enquanto a tarifa de distribuição média deve subir 158% no mesmo período. Reajustes já aprovados para este início de ano mostram a pressão sobre as tarifas: para a Light, no Rio de Janeiro, o aumento médio foi de 8,59%, e para a Enel Rio, de 15,6% .

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