O corte de Wesley da Seleção Brasileira amplia uma sina na lateral-direita do Brasil em Copas do Mundo. Este é o terceiro Mundial seguido que a Seleção vai para o torneio sem um titular para a função. Em 2018, Tite perdeu Daniel Alves às vésperas da convocação para a Copa do Mundo da Rússia. Um dos capitães da Seleção naquele período, o lateral-direito sofreu lesão ligamentar no joelho direito a duas semanas do anúncio da lista. Tite acabou optando por chamar Fagner, que ainda se recuperava de lesão muscular sofrida dias antes. Quatro anos mais tarde, o treinador só convocou Daniel Alves para o Mundial do Catar por falta de opção. O lateral de 39 anos já não era o jogador de outros tempos e foi o nome mais contestado da lista de Tite. E nem mesmo o treinador parecia convencido: no segundo jogo da fase, diante da Suíça, ele optou por improvisar o zagueiro Éder Militão pelo lado na vaga do lesionado Danilo. Dani Alves só foi a campo no terceiro jogo, quando o Brasil, já classificado, encarou Camarões com uma equipe alternativa. A sina na lateral direita se manteve com Carlo Ancelotti, e isso desde que ele assumiu a Seleção, há pouco mais de um ano. No período, o treinador precisou cortar Vanderson duas vezes por causas de lesões musculares, e ficou de fora da convocação para a Copa do Mundo porque vinha se recuperando de uma cirurgia na coxa esquerda. Opção para a lateral assim como fora em 2022, Éder Militão também se machucou. Ele rompeu o bíceps femoral da perna esquerda em abril e teve de passar por cirurgia, da qual ainda segue em tratamento. E o próprio Wesley já havia sido problema para a lateral direita antes do corte da Seleção neste domingo. No ano passado, ele não viajou à Bolívia para o último jogo das Eliminatórias após sentir a coxa esquerda durante treinamento na Granja Comary, em Teresópolis.
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