A análise da classificação do Brasil para as oitavas de final passa, necessariamente, por um entendimento da evolução da equipe de Carlo Ancelotti ao longo da Copa do Mundo. A vitória por 2 a 1 sobre o Japão, nessa segunda-feira, 29/jun, em Houston, não foi a atuação mais brilhante da Seleção Brasileira, mas talvez tenha sido a que melhor retrate o processo de construção de uma identidade. Um time que ainda busca refinamento nos setores, mas que já apresenta padrões claros de jogo e, principalmente, uma capacidade de competir até o último minuto. Antes mesmo da estreia, Ancelotti já havia mostrado que não chegaria preso a convicções. A ideia inicial de sistema, o 4-2-4, foi sendo modificada durante os amistosos preparatórios até ganhar uma versão definitiva na abertura da Copa do Mundo. Contra o Marrocos, o treinador apresentou um Brasil organizado em um 4-4-2 sem a bola, com o meio-campo em losango, desenho que permanece até hoje. Com a posse, porém, a equipe transforma completamente a estrutura, ocupando o campo em um 3-2-5, modelo que virou a assinatura tática da Seleção.

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